supercrônico

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crônicas, contos e poesias

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Em defesa dos palhaços

Dizem por aí que existem indivíduos que tem instantes de palhaçadas, fazendo rir as pessoas ao seu redor pelo simples fato de fazer feliz o próximo e de querer transformar o ambiente em mais harmônico. Tem que aqueles que não são palhaços por um instante mas sim o tempo todo, demonstrando um farto repertório de criatividades. Fora aqueles que são palhaços como uma forma de disfarçar as próprias mágoas por trás de um personagem que ele mesmo inventa.
Mas será que esses indivíduos se inspiram naquela tradicional figura oriunda do circo?
Há relatos de figuras semelhantes ao palhaço contemporâneo desde 2500 a.C, no Egito Antigo. São encontradas várias outras referências; Grécia, Roma, China e até em civilizações americanas como os astecas. Podemos achar referências à arte de fazer rir quatro mil anos atrás. Inúmeras vezes esse personagem adquiria importantes papéis sociais, muitas vezes estando ao lado do rei ou imperador. Esses papéis sociais se estendem até hoje em trabalhos beneficentes  em hospitais, em comunidades carentes, praças públicas, escolas e etc.
Me lembro até hoje quando eu ia com a família ao circo assistir apresentações tais como o globo da morte, mágicos, equilibristas e trapezistas enquanto aguardávamos ansiosamente pelos protagonistas do espetáculo, que por sua vez entravam no palco dentro de um carro pequeno que mal cabia um e quem dirá dois, três, quatro...que desciam do carro chutando o traseiro do amigo, trocando tortas na cara e uma flor no paletó que espirrava água só pra sacanear.
Me recordo também que quando víamos alguém trajado desse personagem descendo ás ruas do bairro, íamos de encontro com ele, pra seguir junto se possível de mão dada, mão essa tão disputada, pena que só tinham duas, com toda alegria e ingenuidade diferente de uma geração atual que prefere dizer "vou passar por cima de um desse caso eu cruze no meu caminho".
Mas qual o motivo de tanta raiva sobre este que só nos faz bem?
Hoje basta digitar a palavra "palhaço" ou "clown" (em inglês), em alguma ferramenta de busca para que o resultado seja bem diferente da ideia normalmente associada a risos e diversão. "Histeria", "macabros", "horríveis", "aterrorizantes" e "assassinos" são algumas das associações de palavras encontradas.
É que a moda de pessoas vestindo máscaras aterradoras de palhaços tem se estendido por diversas cidades dos EUA e agora dá trabalho às polícias britânica e canadense. O que começou como uma simples travessura para dar sustos em pessoas parece estar se tornando algo mais perigoso.
Muitas das pessoas que se vestem de palhaços usam as roupas coloridas que todos nós conhecemos, mas a diferença está no uso de máscaras com expressões de terror.
Acontece que esses  palhaços (imitadores) andam pelas ruas à noite, em parques e locais menos iluminados, de onde aparecem de forma repentina para assustar pedestres e motoristas. Uma conta no Twitter, intitulada "Avistamento de Palhaços", tem mais de 100 mil seguidores e dezenas de fotos e vídeos feitos nos EUA e em outras partes do mundo.
Nisso a imagem do personagem vem sendo distorcida principalmente para aqueles que ainda não o conheciam, transformando o bom moço em vilão da sociedade.
Mas porquê escolheram o palhaço ?Não poderia ser o mágico, o equilibrista, o trapezista?
Só sei que independente de qual é o motivo desencadeador dessas pessoas se vestirem assim, devemos tomar cuidado por não sabermos a verdadeira intenção de quem se esconde atrás de uma fantasia. Mas torço também que parem com essa brincadeira de mau gosto e não matem aquele que faz parte da história de nossa alegria.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Faces do mau humor

Admiro aqueles que acordam assobiando ou já ligam a TV bem alta nos noticiários matinais enquanto se prepara pra sair pro trabalho, digo pelo fato de que muitos quando acordam tem aquela meia hora de reflexão e silêncio, dando passos vagarosos até o banheiro, escovando os dentes em slowmotion, fora aqueles que acordam de mau humor e a cara 'entufada' nos olhando com a cara de que não querer assunto naquele momento. Mas tem aqueles que tem mau humor tanto quando acorda e tanto quando esta próximo da hora de dormir, à flor da pele, que segue as regras do relógio biológico absintosamente, como um celular que se descarrega, como a pilha de um carrinho tromba-tromba que se esvaia de energia trazendo-o mesmo mau humor de quando acorda e esse mesmo mau humor o torna um indivíduo(a) agressivo nas palavras ou nos gestos.
Claro que cabe a nós saber lhe dar com essa situação e não levar tão a sério algumas pessoas que sofrem desse mal, senão seria até desculpas para escapar de algumas situações. Por exemplo: imagina um homem que matasse o vizinho e alegaria ter cometido tal crime pelo simples fato de estar de mau humor consequente por estar com muito sono devido a uma noite mal dormida e ao chegar na delegacia pra depor dormiria na mesa do escrivão, a cadeia certamente teria um pavilhão só para aqueles que sofreriam de insônia ou logo teríamos casas de recuperação, terapias de grupo e afastamento do trabalho à indivíduos que sofrem desse mal.
Pior são aqueles que nos obrigam a aceitar tais 'golpes de ferradura' dizendo que o jeito deste faz parte de sua personalidade e que quem conviver junto terá de se submeter pra não viver em pé de guerra ao invés de reconhecer a própria dificuldade afim de tentar mudar.

Cabe a quem tem esse problema se por no lugar do próximo e se tratar pra que tinha um bom convívio social.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Linhas de Histórias

Como é em todo ano, uma emissora de TV local lançou a sua edição atual do concurso de redação, cujo só participa alunos da rede estadual de ensino médio e do ensino fundamental II cujo o tema é "amizade".
Já estou achando que será um fracasso o número de participantes desse concurso ou  que o números de folhas com linhas em branco que será entregue será muito grande. Digo por sentir a distância que as crianças e os jovens da nova geração tem um com o outro.
E  o que dirão? Que tem amigos mas não os veem? Que não os sentem? Que raramente sorri um para o outro? Que dificilmente se cumprimentam ou inventam toques  cumprimentos todo elaborado e que quando ri é de um vídeo sem graça "que bomba na rede social"? Falo pelo fato de só se comunicarem por através de um aplicativo nos seus smartphones, deixando de lado as piscinas nas tardes de sol, a bola, o jogo de betcha, as corridas de carrinho de rolimã ou o simples sentar na calçada pra jogar conversa fora.
No meu caso, diria na minha redação que eu, Dudú, Gordinho, Dani, Juca, Moisés e outros caminhavam longas distâncias brincando de se equilibrar na linha do trem, que também eu, Zé, Kiko e Roberto escorregávamos numa prancha improvisada de porta de armário velho que ia do topo do barrancão de terra vermelha aos pés da estrada férrea, a mesma que servia como linha de equilíbrio por longas distâncias, arrancando os carrapichos e as mudas de tiririca que a gente topava no caminho e, sem esquecer que eu, Mike, Cabeça, Juninho, Rafael se encontravam todo fim de tarde na copa de uma mangueira alta,  fora aqueles que pulavam de um galho (todos tinham o seu) para o outro e logo, já crescido um pouco, eu, Miltinho e Daniel formamos uma banda de rock que tocava em troca de um cachorro-quente pra cada, mas sem se importar por fazer o que amava chegando a sonhar com o sucesso.
Se sua redação será entregue em branco só lamento, pois a minha teria linhas e linhas de histórias

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Zumbis on line

Importante é estar de olho nas notícias pelos telejornais, revistas, diários, rádios e etc. Pois além de matemática, Língua Portuguesa e informática básica, os assuntos da atualidade tem um peso fortíssimo nas aprovações de concursos públicos e vestibulares.
E a imprensa noticía tudo, desde o escândalo da Petrobrás, passando pelo o aumento da gasolina, o caos da falta de água no sudeste, traficante brasileiro morto na Indonésia, o fracasso das UPPs instaladas nos morros cariocas e as balas que se perdem no ar e se chocam na cabeça de uma criança inocente, mas isso já tem se tornado comum na rotina de quem assiste TV.
Mas... Quem me dera ter uma cadeira na bancada de um telejornal de qual emissora e, como âncora transmitiria ao público notícias a partir do meu ponto de vista. Logo daria a nota em um só dia de que:

"Aumenta o índice de acidentes no trânsito"

"Pedestres distraídos são atropelados com maior frequência"

"Jovens estão cada vez mais obesos"

"Garota agride a mãe após surto de loucura"

"Fisioterapeutas recebem pacientes com dores no pescoço"

"Aumenta o desemprego no Brasil"

"Adolescentes passam horas sem sair do quarto"

Estudantes tem  rendimentos negativos e aumenta a reprova escolar"

Ai você perguntaria:
__ O que será isso Senhor jornalista? Um terremoto? Um maremoto? Um Tsunami? Um toque de recolher do PCC?

Negativo caro telespectador. É somente resultados do mal uso da internet via celular e os usuários que tem se tornado Zumbís on line, se afastando do convívio social com a necessidade de estar conectado o tempo todo, até mesmo no período de trabalho com a hipótese de deprimir sem o uso de tal. Esses vivem como se entre o caminho próprio e  da realidade existisse uma rede social, bem no centro interligando-os, como se tudo passasse por isso, divulgando cada passo, o que come, o que bebe, aonde vai, o que faz e o que deixa de fazer.
Quando digo que tudo passa pela rede social sendo o filtro da aceitação ou não é porque vejo pessoas citando o que aconteceu numa postagem ou outra como um fato negativo ou positivo pra sua vida pessoal.

Por exemplo:

"Estou triste, pois João me bloqueou no face..."

"Que raiva, Maria não assistiu o vídeo que publiquei"

"Uhul!!! Recebi mais de 100 curtidas no meu post"

"O que será que aconteceu? A Jéssica esta on line e não quis falar comigo :( "

"O Pedro? já não tenho notícias, pois sumiu do What´s APP"

É o filtro.

A internet é uma ferramenta que veio, ficou e é muito necessário devido a velocidade de informações e acontecimentos na vida atual, mas tem que saber usar sem se tornar dependente e sem perder o contato pessoal com outras pessoas.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sobre os nomes, sobrenomes


É assim, além da espera do pequeno ser que virá ao mundo trazendo amor e felicidades a todos da família, existe também a discussão de qual será o nome deste até entrarem num acordo e assim ser definido e, quando nasce, além do nome o bebê ganha um sobrenome, que é a junção dos sobrenomes do pai e da mãe oriundos dos avós e bisavós e assim por diante, nisso esse cresce e se casa tendo também um filho, dando também nomes e sobrenomes que vão se difundindo mundo a fora enquanto houver população humana.
Sobrenomes árabes, portugueses, italianos, espanhóis, alemães e sobrenomes que levam um tempo a mais para se pronunciar de tão grande que é, tipo Pedro Alvares Cabral. Tem aqueles que mostram a sua posição social, se você é rico ou pobre, mas sempre dando personalidade e identificação de um com os outros, dando também uma questionação curiosa do quanto somos miscigenados, formando um país misto de origens.
São Souzas, são Silvas, são Pereiras, Alves, Limas, Costa, Campos e etc. Sendo eles com brasão ou não, sendo eles com status ou não, sendo eles bonitos ou feios.
Mas os sobrenomes se tornam curiosos quando eles tem o mesmo significado de um objeto, de uma árvore, de um animal. Imagina se resolvêssemos escrevê-los ao "pé-da-letra", por extenso o que ele significa, por exemplo:
__Paulo César Pé de Azeitona
No caso, "Pé de Azeitona", seria Oliveira, ou:
__ Maria do Carmo Pé de figo.
"Pé de figo"que substituiria o Figueira, ou:
__Luis Fernando Pavos Cristatus, que naturalmente seria Luis Fernando Pavão e pra finalizar:
_ Mário Gonçalves de Oliveira Pênis, mas esse nem irei traduzir.
Mas os sobrenomes são indiscutíveis as vezes, pois são heranças que vem dos primórdios até o atual, que darão continuidade a

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mamãe relapsa


Eram 5 patinhos que foram passear, daí voltaram 4, ai  os 4 que voltaram foram de novo passear no mesmo lugar, nisso voltaram só 3, depois 2, 1 até esse último também sumir. Mas será que não daria pra evitar o passeio ou mudar a direção do mesmo uma vez que os outros foram e não voltaram sucessivamente? Será que acharam um lago maior e mais bonito do que frequentava? Será que achou comida em abundância? Será que conheceram outros patos de "má influência" e por isso não voltaram?
No universo de canções infantis e de ciranda abordam temas curiosos do tipo um Cravo que brigou com uma rosa, de uma velha que atira paus em gatos, de alguém que apavora uma criança ao dizer que papai foi à roça e mamãe foi trabalhar, sendo assim, nesse caso, quem esta cantando? Quem é você? Pensa o bebê; Ou despertando nosso sentimento de pena, de um sambalelê com a cabeça quebrada, de um soldado que é obrigado a marchar direito pra não ir preso no quartel ou do pobre pai Francisco, que ao entrar na roda para demonstrar seu dom musical foi preso. Como seria a vida dos músicos que tocam na noite, nos bares, nas casas de shows ou na Avenida Paulista, diante de um chapéu no chão com miseras moedas dentro da cúpula, caso isso virasse tendência nacional?
Mas voltando aos patinhos, relevamos por serem "patinhos" ainda "bebês patinhos" e sem noção do perigo. Mas que mãe é essa que deixou os 5 patinhos sumirem pra depois desesperadamente procurar?
Que bom que achou, porém podiam serem atropelados, sequestrados, violentados... Nesse mundo cruel...
Mas é apenas uma brincadeira em relação ao conteúdo da letra, pois mesmo sumida da grande mídia ainda acho que ela é a melhor coisa televisiva para as crianças, ensinando-as didáticas pedagógicas com muita diversão, ensinando as cores, letras, números e valores sociais hoje cada vez mais raro na arte sonora do mundo infantil.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Orgulho de ser suburbano

Na volta pra casa se via o carro de um ambulante anunciando em alto e bom som: "Pamonhas de milho verde, pamonhas de piracicaba", enquanto outro cruzava a mesma rua também anunciando, mas sendo este outro serviço:"Panelas de pressão, consertamos qualquer problema de sua panela", enquanto ele continuava a descer a rua com uma sacola de pão e uma caixinha de leite nas mãos, dando bom dia as senhoras que trocam doce por cima do muro com a vizinha,às senhoras que varrem as calçadas de suas casas para mante-la limpa, as senhoras que só varrem pra saber o que o vizinho esta fazendo, os senhores que leêm jornal na praça e os jovens que trabalham. Entrou em casa, tirou a chave de dentro do vaso plantado "comigo ninguém pode" numa lata de óleo usada, dessas grandes, abriu a porta empurrando lentamente um elefante de gesso e entrou já sentando na mesa, cortando o pão que trouxe, bebendo o leite que trouxe, mas se levantou pra pegar margarina. A geladeira tinha imã de cima a embaixo, imã com telefone do entregador de gás, da pizzaria,do moto-táxi, com imagem de santo e também se via capa em tudo, no liquidificador, no galão de água, no boutijão de gás, bordados e com rendas em volta, fora os pequenos caminhos de mesa ou guardanapos embaixo de tudo que era bibelô. Com a refeição feita, trocou-se, caminhou-se de volta na rua com a mochila e a marmita queimando as costas que logo tomou o ônibus, lotado como sempre de pessoas como ele que mesmo nas dificuldades do dia-dia tem orgulho de ser suburbano

sábado, 5 de outubro de 2013

A maldade em torno de um abraço

Ele já fez coisas que até o Diabo duvída, coisas do tipo separar uma mãe da filha após o parto jogando a criança em uma caçamba, já mandou matar, já roubou a empresa do próprio pai, já planejou um sequestro fora o cinismo e as risadinhas de ar irônico. É como uma criança daquelas que se joga no chão do supermercado, esperneando, urrando lágrimas de dor de vontade de ter aquilo que viu em uma prateleira qualquer e a mãe negou por não ter dinheiro ou daqueles adolescentes, que se vestem exoticamente pra ir ao shopping no sábado a tarde, pra chamar atenção talvez não dos amigos e sim da família. Esse é o Félix, um vilão mau caráter da teledramaturgia do horário nobre, invejoso, ardiloso que promove suas maldades à partir de uma ferida aberta causada por um simples ato, que ele pede incessavelmente mas ninguém percebe. Essa foi a pauta discutida numa roda de casais que estavam a meses por serem pais do seu primeiro filho, tendo como exemplo jovens infratores que delatam no princípio de suas histórias pessoais a ausência de carinho do pai, da mãe e da família. Claro que nada justifica, pois todo crime tem que ser coibido, julgado e punido como manda a lei, mas o carinho e a atenção é uma das principais sementes que se planta pra no futuro termos bons adultos. E pra quem acompanha a novela das 9, vemos que a personalidade do vilão gira em torno de uma carência e da falta de carinho do pai.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Forçando a barra

Ele é rico, trai a mulher, tem uma filha com a amante e depois adota a própria filha, casa o filho gay com uma prostituta por temer que seu meiosocial descubra essa opção do filho. Essa nora, cujo ele apresentou ao filho gay, casou grávida dele, ou seja, o jovem filho do seu filho, cresceu achando que era neto mas na verdade era filho também, sendo assim ele é irmão do pai que não é pai. Ainda casado, traiu a mulher pela terceira vez (com a hipótese de ter tido uma uma quarta) com a secretária, flagrado pela esposa na cama que a perdoou, sendo essa secretária irmã da filha adotiva que teve com a amante. Confuso não é? Imagina na cabeça do telespectador. Mesmo sendo um noveleiro assíduo e um admirador dos atores globais, acho que o núcleo do Doutor César, Pilar, Félix, Paloma e outros esta forçando a barra demais. Sei que são retratos da realidade e que alguns telespectadores se veem em cada personagem da trama,que busca o objetivo de mostrar como resolver cada situação da vida moderna na reviravolta que só vemos no fim da novela, mas nos causa estranheza quando a gente se põe no lugar de alguns personagens. Por exemplo: Um neto que não é neto, é filho. E como é olhar pra nora, mãe do neto que não é neto e pensar: “Eu transava com ela”. Depois descobrir que a atual amante (secretária) é irmã da própria filha. Bem, só torcemos que a mensagem dessa história toda de Walcyr Carrasco se desenrole e seja positiva sem deseducar ou confundir as crianças que a assistem.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O Funk de mentira e o Funk de verdade



São carros esportivos, são carros rebaixados, são carros velhos, são carros luxuosos, de várias cores, de vários tipos diferentes de potências de motores, de designs, mas nenhum tem chamado tanta atenção quanto aos carros
sonoros, aos minis carro-elétricos, que desfilam subindo e descendo contaminando nossos ouvidos com a sua poluição sonora, pois nota-se que quanto mais alto é o som do carro pior é o gosto musical do motorista e cada vez mais tem piorado depois que esse tal de Funk se tornou moda entre os jovens dessa nova geração.
Diante de tanto sucesso desse estilo musical e sem saber o que era realmente, perguntei a uma adolescente dessas que vive nos ônibus coletivos com um fone de ouvido na orelha e plugado num celular, sobre o que era o funk. Ela me respondeu educadamente que existia 3 tipos de funk: "O funk carioca, o paulista e o Melody".
O funk carioca é o que prega a promiscuidade, o sexo fácil sem compromisso, ao sexo precoce de meninas menores de idade, ao machismo, ao adultério e tratando as mulheres como um objeto sexual, cantado até por elas mesmos, por exemplo:


"Bate, bate, bate, bate 
Com o peru na minha cara

Bate, bate, bate, bate
Essa é a minha tara."



E que o Funk Paulista prega a ostentação por bens materiais, por grifes, objetos de luxo, ostentando também a possessão de mulheres bonitas, status e festas, por exemplo:

"Ostentação fora do normal quem tem motor faz amor
Quem não tem passa mal."

E por fim o Funk Melody, sendo ele o melhor dos piores, que simplesmente mantém o ritmo dos outros (Paulista e Carioca) mas com um conteúdo romântico, sem sacanagem ou ostentação.
Agradeci a adolescente pela informação mas disse a ela que essa geração não sabe, que só existe dois tipos de Funk, que é o funk de mentira, ou seja esses todos que citei acima e o Funk de verdade:

O Funk (original) é um gênero musical que se originou nos Estados Unidos na segunda metade da década

de 1960, quando músicos afro-americanos misturando soul, jazz e rhythm and blues criaram uma nova forma  de música rítmica e dançante.
Os pioneiros desse gênero são: James Brown, Sharon Jones, Sly & The Family Stone, Funkadelic, The Commodores, Wind and Fire, The Brothers Jhonsons  e tendo destaque também na voz de Amy Whine House.
No Brasil bandas como: Elephunk, Funk como le gusta, Banda Black Rio e os ícones, Wilson Simonal, Gerson King Combo e Tim Maia  que fizeram história nos bailes dos anos 70.







quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O repertório de Seu Armando

Ele tem mania de cantar toda vez que exerce qualquer ato simples do seu dia-dia. Ele canta quando toma banho, canta quando faz a barba, canta enquanto se troca, canta quando dirige, quando bebe uma gelada com os amigos ou enquanto aguarda por alguém. Gostar de cantar nem sempre quer dizer saber cantar, mas ele canta pra relaxar das horas tensas de trabalho ou pra acelerar os minutos de espera por qualquer coisa e o seu repertório consiste em canções tais como;

"Comer Tatu é bom, pena que da dor nas costas..."

E ás vezes também canta:

"Hoje a Jurupoca vai piar, vai, vai piar a noite inteira...

Ele vira uma criança quando cantarola os sucessos que lhe marcaram a vida, do brega ao moderno, sem deixar de falar da música:

"O mundo não acaba aquí, o mundo ainda esta de pé..."

Me lembro que quando eu era criança e ele cantava assim antes de viajar, já com a mala cheia de roupas em punho, de bigode preto vistoso, perfumado e o cabelo penteado com TRIM, sempre com as unhas de cada dedo mindinho por cortar:

"Tchau pititico, tchau, tchau, cuida bem da mamãe pra mim..."

Na mala carregava uma calça, camisetas, um par de chinelo de dedo, pente fino de bolso e um frasco de talco em pó GRANADO e quando voltava da mesma viagem ou outras cantava:

"As andorinhas voltaram e eu também voltei..."

E eu ria dele quando cantava;

"Ai, ai, ai, carrapato também cai, tropicou no pé da mãe, foi parar no pé do pai.

E era sempre assim, começava a cantar e não dava continuidade a mesma música, cantando apenas o trecho da letra que sabia da música, sendo esse um pequeno resumo do seu vasto repertório, sempre do jeito dele, desafinado, porém animado, dançando desengonçado e voltando novamente pro início do mesmo trecho e quando não sabia a letra ele apenas assobiava a melodia, mexendo os dedinhos erguidos e a cabeça também, pois lembro me também, não faz muito tempo ele me virou e disse que tinha feito uma canção e essa canção era:

"Benzin, benzin, o que se qué com o benzin, o que se qué com o benzin..."

Pô, já pensou se a moda pega... Quem me dera poder herdar esse dom também...Hahahahahaha!!!!


sábado, 17 de novembro de 2012

Pelos pêlos



Os pêlos humanos me deixam um tanto pasmo, digo pois se você pegar qualquer um de qualquer parte do corpo e medir, você verá que ele tem um tamanho e se você medi-lo novamente daqui um mês ou depois ele continuará com o mesmo tamanho caso você não corte-o, ou seja, ele fica no mesmo lugar e com a mesma medida, mas se você cortá-lo logo ele crescerá e voltará ao mesmo tamanho, parece bobo, mas eu particularmente acho isso muito curioso, é como se fosse uma árvore que crescesse até um certo tamanho permanecendo assim por anos e toda vez que você cortá-la ao invés de ficar pequena e no tamanho do corte, ela crescerá e voltará ao mesmo tamanho de antes, nem mais, nem menos.
 Pêlos estes que são curtos, que são longos, que são descoloridos, que são raspados, que crescem tipo Tony Ramos ou no "Caminho da felicidade", que quase não tem utilidade, porém nasce em lugares inusitados tipo: axilas, orelhas, nariz, nádegas, região pubiana e até no... deixa pra lá, mas registram tais sensações como o medo, vergonha e excitação quando se arrepiam.
Mas não me esqueço quando trabalhava de balconista em uma rede de fast food e um senhor encostou no balcão e me fez um pedido, perguntei umas 2 ou 3 vezes o que ele queria por não entender e ele me respondia pacientemente toda vez que eu a perguntava.
É que eu não conseguia prestar atenção no que ele falava, pois os pêlos do nariz dele me chamava mais atenção do que qualquer outra coisa no momento. Nunca fui de reparar nessas coisas mas aquele dia foi inevitável, era uma força maior que eu e incontrolável.
Eles saiám grizalhos pra fora como pontas de pincéis em cada narina, abrindo e fechando como um balé cinzento toda vez que ele respirava pingando ranho úmido, e outros pêlos surgiam do lado de fora do nariz seguindo a linha externa da cartilagem e emendando  com os que saiam das cavidades nasais, como uma obra de arte abstrata e contemporânea. Me deu vontade de perguntá-lo o porque não cortava aquele estranho cultivo, talvez ele me responderia que era por falta de tempo, ou por falta de disposição, ou porque sentia dor ao podá-los, ou por amor a eles, ou revolta por ter sido deixado por um grande amor do passado, ou por ser um manifesto artístico ou político, ou por querer chamar atenção uma vez que era um homem carente, ou por ser uma nova tendência de moda que até então eu não conhecia. Enfim, os motivos eram muitos.
A língua e o céu da boca coçou parar perguntá-lo e assim matar minha curiosidade e quando abri a boca eu disse: "Logo seu lanche ficará pronto, pode aguardar em uma das mesas".

domingo, 11 de novembro de 2012

De volta ao passado recente



Uma das coisas que eu mais gosto é de dormir depois de um bom almoço, principalmente nos dias de domingo enquanto cai aquela chuva fina lá fora fazendo o dia ficar mais frio, e só acordar pra então assistir o jogo do meu time de coração, ruim é quando se dorme demais e ao chegar noite, quando for a hora de dormir mesmo e a gente perde o sono, e foi num dia desse em que liguei o PC na espera do mesmo, "pra enfim cair nos braços de Morfeu" que acessei a internet e a minha rede social, que reencontrei um amigo de infância que também se queixava por estar sem sono.
Durante a conversa, ríamos da época em que morávamos na mesma rua, dos apelidos constrangedores, das primeiras tentativas de se conquistar uma garota, das paixões não correspondidas, das brincadeiras, de soltar pipa, jogar "betcha", biroca, futebol na rua, cujo o gol era um par de chinelos.
Também lembramos de quando apertávamos a campainha dos vizinhos e saiamos correndo, das vidraças que quebrávamos  das brigas desnecessárias e da febre dos mobileteiros que circulavam em massa nas avenidas da cidade. Naquela época não existia internet, celular e toda essa parafernália que a tecnologia nos oferece e nos divertíamos ao nosso modo, ao contrário das crianças de hoje em dia que são dependentes disso tudo.
 O papo que se prolongou por horas da madrugada mas o sono não vinha, me remetendo a um passado que parece recente e que ao avaliar já faz muito tempo, estando ele fresco nas nossas memórias dando a sensação de tudo aquilo ter acontecido a pouco tempo.
No meio da conversa ele me perguntou o que eu mudaria na minha vida caso eu tivesse a oportunidade de voltar naquele tempo, pensei comigo e sem responde-lo disse a mim mesmo que eu, nesse caso, reclamaria menos daquela vida sem compromisso, de acordar tarde, só brincando, estudando e sem contas para pagar, pois eramos felizes e não sabia. Reclamaria menos da escola e daria mais atenção a essa, nos professores e nas aulas chatas de matemática, porém, mais chato que as aulas de matemática é saber que na vida adulta dela e de outras ciências a gente não aprendeu nada e por isso nos faz falta em tais situações da vida contemporânea.
Daria também mais valor a família e aos bons amigos que não vejo mais, que na qual sinto saudades e torço pra que eu cruze com um desses pelas ruas, pra dar um abraço, falando um para o outro como esta a vida atual de cada.
Mas pensei... Pensei... E dei a ele uma resposta diferente, dizendo que "evitaria situações que me coloca na posição que na qual me encontro", de um passado esse bem recente.
Não sei se ele entendeu, mas o papo se prolongou por mais umas horas e nos despedimos assim que o sono chegou.

domingo, 21 de outubro de 2012

Voar, voando



As crianças são dotadas de sonhos e fantasias, muitas vezes absurdas indo além da realidade, alimentadas pelas suas imaginações férteis e criativas. Uma dessas fantasias de criança é o desejo de voar e eu não vou negar que compartilhava dessa, subindo em plataformas elevadas, saltando e batendo os braços como se fosse um pássaro tentando, voar no céu vendo a Terra lá do alto, as casas e os prédios pequenos tipo caixas de remédio e as pessoas como se fossem formigas. Oras subia de volta a plataforma e saltava com os dois braços esticados, intercalando com outras maneiras de tentativas de voô, influenciado por heróis de filmes de ação, mas a força da gravidade me puxava logo em seguida pro chão e para a realidade. Pois, bastou amadurecer para entender que esse era um dom natural dado as aves, aos pássaros, insetos ou à máquinas com artifícios mecânicos e elétricos feitos para a locomoção aérea.
Mas esse sonho voltou à tona por esses dias, despertando novamente o mesmo desejo de voar da infância, para voar do meu quarto ao banheiro, da sala a cozinha e outros cômodos do meu apartamento. Isso tudo porquê o vizinho do 12, apartamento que fica debaixo do meu, se incomoda com o som dos meus passos, que na qual ele ouve do quarto dele enquanto eu caminho, porém, que ele saiba bem que tais ruídos que possam incomodá-lo e a outros vizinhos, tipo, televisão, rádio, eletrodomésticos e outros, eu evito á partir de certo horário, mas de caminhar não dá, a não ser que a tecnologia desenvolva para condomínios um start antigravitacional, tipo um botão interruptor igual ao de acender a luz, cujo você aperte e você flutue, como os das naves espaciais da Nasa, para se locomover dentro do apartamento sem tocar os pés no chão.
Mas é impossível e cabe a ele deitar , esticar o corpo se relaxando no conforto do seu colchão, esticando-se, fechando os olhos, respirando e se desligando do mundo, enquanto eu, um reles ser humano que não voa e nem flutua,  ver da janela os pássaros, esses, que por sua vez sabem voar de verdade.

sábado, 13 de outubro de 2012

... E a culpa é do técnico

O futebol é o esporte favorito dos brasileiros e de outros países admiradores do esporte, mas um grande percentual não entende nada de esquema tático, achando que é só colocar 11 jogadores de cada lado que um time joga conra  outro independente da posição, uma vez que é só alguém acertar o gol chutando a bola pra marcar pontos e quem marcar mais pontos é o vencedor, e não é bem assim.
No futebol existe várias funções designadas a cada jogador dentro de um time, que pode ser de defesa, ataque e armação. O técnico por sua vez, enxerga o seu time como se enxergasse um tabuleiro de xadrez, por cima, cujo a peça a mexer pode deixar o jogo ofensivo, defensivo, criativo e assim por diante, fazendo com que essa peça que foi mexida possa mudar o resultado, tornando o time vencedor da partida ou até mantê-lo caso já esteja vencendo.
Mas vejo em algumas partidas de times nacionais e até da Seleção brasileira de futebol, o técnico do time que esta perdendo ser chamado de burro e dalí uns dias ser demitido, criticado pela torcida e pela grande mídia, acusado de não ter feito algumas alterações, ou que as alterações feitas na partida não foram sucessivas. Mas eu parto da seguinte opinião; de quem marca o gol não é o técnico, de quem tira a bola do adversário, quem cabeceia, quem lança, quem dribla, também não é o técnico e sim o jogador, pois o time não depende só do esquema tático e sim da força de vontade do jogador e de um bom elenco, pois um time pode ter a melhor forma de jogar, mas se não vencer não adianta nada.

domingo, 30 de setembro de 2012

Falta conteúdo



É com  um ano e meio de vida mais ou menos, que as crianças arriscam as primeiras palavras, emitindo sons que a gente não entende, sons tipo:"blá, blá, blá" ou "der, der, der" e outros, nos agraciando com tanta ternura, fazendo com que a gente decifre cada sinal. Imagino se colocarmos um microfone na mão de um bebê desse e gravar esses ruídos.
Ouro tipo que a gente não entende, são as pessoas que possuem algum problema psiquiátrico, que perambulam a noite entre os corredores de um manicômio, vestindo roupas de enfermo, fazendo gestos com as mãos e também emitindo sons com a boca, tentando comunicar com as pessoas, com o mundo, com eles mesmo, ou com seres que só eles enxergam, sons que soam tipo: "Lá, lá, lá" e etc.
Imagino se dermos um microfone nas mãos de um bebê ou de um maluco ausente de capacidades intelectuais, gravando-os num cd, dvd, ou disponibilizando na web, seria um grande sucesso, entrando na onda dos sertanejos universitários, que lotam recintos de exposições, rodeios e outras festas do gênero, cantando músicas que possuem frases tipo: "Eu quero tchu, eu quero tchá", ou "tche, tchererêrê, tchê, tchê" ou "Bará, bará, berê". Músicas com no mínimo 3 minutos, sem conteúdo algum a não ser sexista e machista.
Com o mesmo tempo que o cantor do momento gastou dizendo tche, tcherêrê, tchê, tchê", Renato Russo disse: "É preciso amar, as pessoas como se não houvesse amanhã".
Agora, qual das duas frases é mais útil para a aprendizagem de uma pessoa? E qual é a ideologia de quem canta, "Bará, bará, berê"?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

SADOCASSETADAS



O sádico denota a excitação e prazer provocados pelo sofrimento alheio e, esse sofrimento pode ser provocado por ele mesmo com agressões físicas, verbais, situações vexatórias, ou apenas assistir de fora outro que agride da mesma maneira outra pessoa.
Podemos encontrar normalmente um sádico na cama com seu parceiro ou parceira masoquista, na rua, nos parques, no cinema, discretamente no meio social, praticando seu fetiche dentro do seu íntimo ou sentado no sofá de domingo, enquanto assiste o "Domingão do Faustão".
As "Vídeos Cassetadas" já é exibida à anos nas tardes dominicais no programa de Fausto Silva, na Rede Globo, sendo sucesso de audiência, arrancando risos do telespectador que admira esse tipo de vídeo. Esses vídeos normalmente são feitos por cinegrafistas amadores em câmeras domésticas, dessas que se usam pra filmar festinhas de aniversário, formaturas, casamentos, super atentas para flagrar um noivo caindo de cara no bolo, um pescador que é puxado pra dentro do rio por um peixe enorme, a tia velha que além de dançar desengonçado, ainda cai de vestido e as pernas abertas no meio do salão, o inusitado, pessoas, animais e crianças em situações constrangedoras.
Eu, particularmente não acho nada disso engraçado, pois, quando caio e me machuco sinto dor e dor é ruím, como posso achar a dor alheia prazerosa? Cabe a mim ou qualquer outra pessoa normal sentir pena.
Pior é saber que atrás de uma pessoa que esta se "dando mal" literalmente, tem um cinegrafista que filma até o fim a situação daquele que aparece no vídeo, sem socorre-lo, mas, pior ainda é que em volta do foco principal do vídeo, ás vezes tem varias pessoas que ao invés de ajudar riem dele.
Mas, diante de tantas questões sobre o caso que eu já disse, a "mais pior" de todas, como diz meu primo do interior, é quando crianças e animais são protagonistas do curta que vai de 5 segundos a 30 segundos, pois, os adultos são adultos, sabem do que fazem, mas crianças e animais se machucando, caindo, chorando e etc, não tem graça alguma e rir disso tudo no meu ponto de vista é maldade, sem demagogia alguma.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Vivendo levando ferro

Meu relax diário durava o tempo que eu gastava entre o levantar da cama e o início do trabalho, durante o despir do pijama, durante o banho quente matinal, durante o café e o pão na chapa, do escovar dos dentes e etc, porém, depois disso, era só levar ferro, no sentido literal da palavra. Digo pois descarregava toneladas dessa matéria-prima que vinham em caminhões, que vinham de longe, de outras cidades ou da mesma, durante todo o expediente,  guardando-os em armações separadas por tamanho e formas, também de ferro, soldado e chumbado. Tanto descarregava, quanto carregava nos veículos de clientes que solicitavam tipos diferentes desse material, ou seja, desse elemento químico de número atômico 26, que é extraído da natureza em forma de minério de ferro e assim por diante.
Eram metalons, chapas, lambrils, cantoneiras, barras, tubos cilindricos, ou cúbicos, ou retangulares, tanto oco quanto em ferro maciço, sólidos, rígidos, pesados, galvanizados ou não, que vinham lambuzados de uma graxa que por fim me lambuzava também ao encostar.
Tinha também um tal de ferro chato, que só não era chato devido a sua forma de tira, achatada, como também era chato pra carregar, manipular, pois ele se desdobrava dificultando o transporte, que por sí só era manual, totalmente braçal pra ser mais claro, ouvindo pessoas e pessoas dizendo: "Leve o ferro pra lá pra mim, depois traga-o pra cá" e assim passava o dia levando ferro, pra um lado e outro, desgastando-me fisicamente, mas agradecendo por ter emprego.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Nascendo com experiência profissional

Vir ao mundo, provir, ter origem, dar alegria a alguém ou alguns (pai, mãe, vovô, vovó e etc) que a tanto espera, com o choro ardido e esfomiado de alguém que demorará pra entender o motivo da sua vinda ao mundo.
 Nascer, verbo intransitivo, verbo irregular, do gerúndio nascendo, do particípio passado nascido, nascer é isso tudo e um pouco mais, mas só que, quem  é recém-nascido não sabe nada além de reivindicar peito de mãe e o aconchego quente do berço com a linguagem do choro, só sabem isso. Não sabem andar, não sabem falar, não sabem ler, não sabem cantar, não sabem entender o que se passa ao seu redor. Quem nos dera se eles nascessem com uma certa experiência, tipo: Enquanto mamam, enrolam com as pontas dos dedos os cabelos da mãe, com aquela mania de bebê manhoso, que faz micagem e, ao terminar de mamar, terminaria também um belo penteado. Seria esses, desde já um cabeleireiro?
Outro exemplo: Imagina um bebê que ao aprender andar, serviria os amigos do pai com drink´s e petiscos, nesse caso, podemos apostar num futuro de um promissor garçom.
Mas isso não acontece e nunca acontecerá, mesmo com a velocidade dos avanços da tecnologia e da ciência, digo por fugir da natureza do homem, pois tudo tem seu tempo fora que criança tem que ser criança.
Mas tem um tipo de gente que crê piamente que existe seres humanos assim, que já nascem sabendo tudo e todo tipo de profissão, e essa gente se chama: EMPREGADOR patrão, propriamente dito.
Sim, ele mesmo, sabe porquê? Pois toda vez que um cidadão a procura de emprego se vê diante de um indivíduo desse, ele ouve facilmente a pergunta: "O senhor tem experiência?"
Pra mim, trabalhador e empregador tem que ter uma troca direta de oportunidade, a empresa da a oportunidade de emprego, pra que esse seja um profissional experiente da área, e o trabalhador dará a oportunidade a empresa de ter um ótimo funcionário, que ajudará no crescimento da mesma, isso dependendo do esforço desse funcionário.
Mas ter experiência como, se ninguém nasceu sabendo? As pessoas só adquirem experiência exercendo tais atividades e pra exercer essas atividades necessitam de uma primeira oportunidade. 





Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.

-- William Shakespeare