supercrônico

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crônicas, contos e poesias

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Zumbis on line

Importante é estar de olho nas notícias pelos telejornais, revistas, diários, rádios e etc. Pois além de matemática, Língua Portuguesa e informática básica, os assuntos da atualidade tem um peso fortíssimo nas aprovações de concursos públicos e vestibulares.
E a imprensa noticía tudo, desde o escândalo da Petrobrás, passando pelo o aumento da gasolina, o caos da falta de água no sudeste, traficante brasileiro morto na Indonésia, o fracasso das UPPs instaladas nos morros cariocas e as balas que se perdem no ar e se chocam na cabeça de uma criança inocente, mas isso já tem se tornado comum na rotina de quem assiste TV.
Mas... Quem me dera ter uma cadeira na bancada de um telejornal de qual emissora e, como âncora transmitiria ao público notícias a partir do meu ponto de vista. Logo daria a nota em um só dia de que:

"Aumenta o índice de acidentes no trânsito"

"Pedestres distraídos são atropelados com maior frequência"

"Jovens estão cada vez mais obesos"

"Garota agride a mãe após surto de loucura"

"Fisioterapeutas recebem pacientes com dores no pescoço"

"Aumenta o desemprego no Brasil"

"Adolescentes passam horas sem sair do quarto"

Estudantes tem  rendimentos negativos e aumenta a reprova escolar"

Ai você perguntaria:
__ O que será isso Senhor jornalista? Um terremoto? Um maremoto? Um Tsunami? Um toque de recolher do PCC?

Negativo caro telespectador. É somente resultados do mal uso da internet via celular e os usuários que tem se tornado Zumbís on line, se afastando do convívio social com a necessidade de estar conectado o tempo todo, até mesmo no período de trabalho com a hipótese de deprimir sem o uso de tal. Esses vivem como se entre o caminho próprio e  da realidade existisse uma rede social, bem no centro interligando-os, como se tudo passasse por isso, divulgando cada passo, o que come, o que bebe, aonde vai, o que faz e o que deixa de fazer.
Quando digo que tudo passa pela rede social sendo o filtro da aceitação ou não é porque vejo pessoas citando o que aconteceu numa postagem ou outra como um fato negativo ou positivo pra sua vida pessoal.

Por exemplo:

"Estou triste, pois João me bloqueou no face..."

"Que raiva, Maria não assistiu o vídeo que publiquei"

"Uhul!!! Recebi mais de 100 curtidas no meu post"

"O que será que aconteceu? A Jéssica esta on line e não quis falar comigo :( "

"O Pedro? já não tenho notícias, pois sumiu do What´s APP"

É o filtro.

A internet é uma ferramenta que veio, ficou e é muito necessário devido a velocidade de informações e acontecimentos na vida atual, mas tem que saber usar sem se tornar dependente e sem perder o contato pessoal com outras pessoas.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sobre os nomes, sobrenomes


É assim, além da espera do pequeno ser que virá ao mundo trazendo amor e felicidades a todos da família, existe também a discussão de qual será o nome deste até entrarem num acordo e assim ser definido e, quando nasce, além do nome o bebê ganha um sobrenome, que é a junção dos sobrenomes do pai e da mãe oriundos dos avós e bisavós e assim por diante, nisso esse cresce e se casa tendo também um filho, dando também nomes e sobrenomes que vão se difundindo mundo a fora enquanto houver população humana.
Sobrenomes árabes, portugueses, italianos, espanhóis, alemães e sobrenomes que levam um tempo a mais para se pronunciar de tão grande que é, tipo Pedro Alvares Cabral. Tem aqueles que mostram a sua posição social, se você é rico ou pobre, mas sempre dando personalidade e identificação de um com os outros, dando também uma questionação curiosa do quanto somos miscigenados, formando um país misto de origens.
São Souzas, são Silvas, são Pereiras, Alves, Limas, Costa, Campos e etc. Sendo eles com brasão ou não, sendo eles com status ou não, sendo eles bonitos ou feios.
Mas os sobrenomes se tornam curiosos quando eles tem o mesmo significado de um objeto, de uma árvore, de um animal. Imagina se resolvêssemos escrevê-los ao "pé-da-letra", por extenso o que ele significa, por exemplo:
__Paulo César Pé de Azeitona
No caso, "Pé de Azeitona", seria Oliveira, ou:
__ Maria do Carmo Pé de figo.
"Pé de figo"que substituiria o Figueira, ou:
__Luis Fernando Pavos Cristatus, que naturalmente seria Luis Fernando Pavão e pra finalizar:
_ Mário Gonçalves de Oliveira Pênis, mas esse nem irei traduzir.
Mas os sobrenomes são indiscutíveis as vezes, pois são heranças que vem dos primórdios até o atual, que darão continuidade a

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mamãe relapsa


Eram 5 patinhos que foram passear, daí voltaram 4, ai  os 4 que voltaram foram de novo passear no mesmo lugar, nisso voltaram só 3, depois 2, 1 até esse último também sumir. Mas será que não daria pra evitar o passeio ou mudar a direção do mesmo uma vez que os outros foram e não voltaram sucessivamente? Será que acharam um lago maior e mais bonito do que frequentava? Será que achou comida em abundância? Será que conheceram outros patos de "má influência" e por isso não voltaram?
No universo de canções infantis e de ciranda abordam temas curiosos do tipo um Cravo que brigou com uma rosa, de uma velha que atira paus em gatos, de alguém que apavora uma criança ao dizer que papai foi à roça e mamãe foi trabalhar, sendo assim, nesse caso, quem esta cantando? Quem é você? Pensa o bebê; Ou despertando nosso sentimento de pena, de um sambalelê com a cabeça quebrada, de um soldado que é obrigado a marchar direito pra não ir preso no quartel ou do pobre pai Francisco, que ao entrar na roda para demonstrar seu dom musical foi preso. Como seria a vida dos músicos que tocam na noite, nos bares, nas casas de shows ou na Avenida Paulista, diante de um chapéu no chão com miseras moedas dentro da cúpula, caso isso virasse tendência nacional?
Mas voltando aos patinhos, relevamos por serem "patinhos" ainda "bebês patinhos" e sem noção do perigo. Mas que mãe é essa que deixou os 5 patinhos sumirem pra depois desesperadamente procurar?
Que bom que achou, porém podiam serem atropelados, sequestrados, violentados... Nesse mundo cruel...
Mas é apenas uma brincadeira em relação ao conteúdo da letra, pois mesmo sumida da grande mídia ainda acho que ela é a melhor coisa televisiva para as crianças, ensinando-as didáticas pedagógicas com muita diversão, ensinando as cores, letras, números e valores sociais hoje cada vez mais raro na arte sonora do mundo infantil.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Orgulho de ser suburbano

Na volta pra casa se via o carro de um ambulante anunciando em alto e bom som: "Pamonhas de milho verde, pamonhas de piracicaba", enquanto outro cruzava a mesma rua também anunciando, mas sendo este outro serviço:"Panelas de pressão, consertamos qualquer problema de sua panela", enquanto ele continuava a descer a rua com uma sacola de pão e uma caixinha de leite nas mãos, dando bom dia as senhoras que trocam doce por cima do muro com a vizinha,às senhoras que varrem as calçadas de suas casas para mante-la limpa, as senhoras que só varrem pra saber o que o vizinho esta fazendo, os senhores que leêm jornal na praça e os jovens que trabalham. Entrou em casa, tirou a chave de dentro do vaso plantado "comigo ninguém pode" numa lata de óleo usada, dessas grandes, abriu a porta empurrando lentamente um elefante de gesso e entrou já sentando na mesa, cortando o pão que trouxe, bebendo o leite que trouxe, mas se levantou pra pegar margarina. A geladeira tinha imã de cima a embaixo, imã com telefone do entregador de gás, da pizzaria,do moto-táxi, com imagem de santo e também se via capa em tudo, no liquidificador, no galão de água, no boutijão de gás, bordados e com rendas em volta, fora os pequenos caminhos de mesa ou guardanapos embaixo de tudo que era bibelô. Com a refeição feita, trocou-se, caminhou-se de volta na rua com a mochila e a marmita queimando as costas que logo tomou o ônibus, lotado como sempre de pessoas como ele que mesmo nas dificuldades do dia-dia tem orgulho de ser suburbano

sábado, 5 de outubro de 2013

A maldade em torno de um abraço

Ele já fez coisas que até o Diabo duvída, coisas do tipo separar uma mãe da filha após o parto jogando a criança em uma caçamba, já mandou matar, já roubou a empresa do próprio pai, já planejou um sequestro fora o cinismo e as risadinhas de ar irônico. É como uma criança daquelas que se joga no chão do supermercado, esperneando, urrando lágrimas de dor de vontade de ter aquilo que viu em uma prateleira qualquer e a mãe negou por não ter dinheiro ou daqueles adolescentes, que se vestem exoticamente pra ir ao shopping no sábado a tarde, pra chamar atenção talvez não dos amigos e sim da família. Esse é o Félix, um vilão mau caráter da teledramaturgia do horário nobre, invejoso, ardiloso que promove suas maldades à partir de uma ferida aberta causada por um simples ato, que ele pede incessavelmente mas ninguém percebe. Essa foi a pauta discutida numa roda de casais que estavam a meses por serem pais do seu primeiro filho, tendo como exemplo jovens infratores que delatam no princípio de suas histórias pessoais a ausência de carinho do pai, da mãe e da família. Claro que nada justifica, pois todo crime tem que ser coibido, julgado e punido como manda a lei, mas o carinho e a atenção é uma das principais sementes que se planta pra no futuro termos bons adultos. E pra quem acompanha a novela das 9, vemos que a personalidade do vilão gira em torno de uma carência e da falta de carinho do pai.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Forçando a barra

Ele é rico, trai a mulher, tem uma filha com a amante e depois adota a própria filha, casa o filho gay com uma prostituta por temer que seu meiosocial descubra essa opção do filho. Essa nora, cujo ele apresentou ao filho gay, casou grávida dele, ou seja, o jovem filho do seu filho, cresceu achando que era neto mas na verdade era filho também, sendo assim ele é irmão do pai que não é pai. Ainda casado, traiu a mulher pela terceira vez (com a hipótese de ter tido uma uma quarta) com a secretária, flagrado pela esposa na cama que a perdoou, sendo essa secretária irmã da filha adotiva que teve com a amante. Confuso não é? Imagina na cabeça do telespectador. Mesmo sendo um noveleiro assíduo e um admirador dos atores globais, acho que o núcleo do Doutor César, Pilar, Félix, Paloma e outros esta forçando a barra demais. Sei que são retratos da realidade e que alguns telespectadores se veem em cada personagem da trama,que busca o objetivo de mostrar como resolver cada situação da vida moderna na reviravolta que só vemos no fim da novela, mas nos causa estranheza quando a gente se põe no lugar de alguns personagens. Por exemplo: Um neto que não é neto, é filho. E como é olhar pra nora, mãe do neto que não é neto e pensar: “Eu transava com ela”. Depois descobrir que a atual amante (secretária) é irmã da própria filha. Bem, só torcemos que a mensagem dessa história toda de Walcyr Carrasco se desenrole e seja positiva sem deseducar ou confundir as crianças que a assistem.