Sempre fui a favor da liberdade de expressão, mas sempre fui contra a falta de respeito em geral, tanto étnico, quanto religioso, quanto racial, social e etc... Cabe a nós, sempre ter um juízo e informação antes de falar em público qualquer besteira, principalmente se tratando de pessoas públicas, que tem o forte poder de influenciar os que lhe admiram e, maior ainda se o público a lhe seguir for adolescente, incapaz de ter um caráter totalmente formado.
Não sei se é a pouca idade ou se é a prezunção por ser famoso, só sei que esse babaca de calças rosas, Thomas, baterista do fenômeno teen Restart, falou em uma entrevista em tom de ironia, que pretendia tocar no amazonas, no meio do mato, mesmo sem saber se há civilização. Se o desejo era mesmo de tocar, não será realizado, pois o show previsto pro dia 1 de abril foi cancelado, mesmo com os pedidos de desculpas do artista juvenil, tentando amenizar o conteúdo do seu comentário.
A banda Restart surgiu em agosto de 2008, mas foi apenas em 2009, com cerca de 2 milhões de acesso em seu myspace, que a banda se alavancou para o sucesso, sendo o artista que mais ganhou prêmios no VMB 2010, promovido pela MTV Brasil. Mas isso pode ir tudo por água baixo, caso os integrantes, continuem dando depoimentos de conteúdo de mau gosto, na TV e outras mídias.
As redes sociais da web multiplicaram os protestos dos internautas. Alguns sites convocaram os usuários para protestos tanto no lugar dos show, tanto na chegada da banda no aeroporto. Os ingressos já vendidos serão reembolsado.
Ai molecada, isso só mostra que estão distante de se incluir no rock de verdade, atitude é outra coisa. Prestem atenção no que falam.
supercrônico
crônicas, contos e poesias
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Museu do Rock n roll de Rio Preto
Ouvi dizer que nostalgia é coisa de velho, mas quem nunca, mesmo sendo novo, ao abrir uma gaveta da cômoda em seu quarto, se deparou com fotos, recortes de jornal antigo ou um brinquedo guardado intacto, desabando em lembranças, imóvel, com o objeto na mão, com os pés no chão de taco e com a cabeça na gangorra do prézinho ou outras lembranças do passado.
Isso é a nostalgia, que qualquer um pode ter e que descreve uma sensação de saudades de um tempo vivido, frequentemente idealizado, irreal e sempre surge a partir também, da sensação de não poder reviver mais certos momentos da vida.
O interessante sobre a nostalgia é que ela aumenta ao entrar em contato com sua causa e não diminui como o sentimento da saudade, por exemplo: se alguém sente saudade ou falta de um conhecido, esse sentimento cessa ao se reencontrar a pessoa, com a nostalgia é exatamente o oposto. Digo, pois, reencontrei amigos, músicos, numa comunidade na rede social, da época em que dividiamos o palco, tocando diante de um muro grafitado na antiga Toca do rock, ou no Olaria vídeo Bar, ou no Bog´s, Toa a Toa Pub, Bettu´s Bar, New-tons rock drink, Cultural Bar e outras casas que cediam espaço as bandas, poderem mostrar a cara do rock em São José do Rio Preto-SP e, esse sentimento nostálgico foi alimentado naquele instante.
O evento virtual se chama "Museu do Rock n roll de Rio Preto" e mobiliza músicos e amantes do rock que frequentaram casas do gênero entre os anos de 1987 e 2002, aonde os partipantes colaboram enviando fotos de bandas, flyers e outros arquivos guardado com carinho desse periodo.
Curioso é ver o amigo que hoje é professor, ou advogado, ou administrador, etc... Nas fotos, com uma guitarra ou outro instrumento em punho, magro, sem camisa, cabelos compridos, cheio de sonhos e esboçando todo prazer de tocar rock n roll, sem se importar se faria sucesso ou não e, também outros, que já passaram por várias bandas e mesmo tendo uma profissão, família, ainda insiste em manter a paixão viva, não pretendendo deixar a música tão cedo.
Tinha até uma emissora de rádio de baixa frequência, cujo Rodrigo Braida, Cleiton, Roger Mim, apresentavam programas, pondo pra tocar as músicas que as bandas enviavam.
Me recordo que naquela época existiam várias bandas e nenhuma ficava sem se apresentar, porém, nas casas de rock da época, o som rolava toda sexta e sábado, com a média de 4 ou 5 bandas por noite, aonde várias tribos, independente dos estilos das bandas a tocar no dia, se reuniam, pra se encontrarem, se divertirem, falar de música e etc. Todos eventualmente se conheciam, se respeitavam e iam juntos aos movimentos de música, muitas as vezes a pé, caminhando até o show, com o bag de guitarra nas costas e o bolso cheio de fitas demo, gravado em K7, bebendo vinho, licor de menta, fumando e engolindo poeira, na estrada de terra que dava acesso a toca do rock, a distância era de menos para esse pessoal todo.
Percebo que atualmente, as bandas não tem a mesma união, a mesma garra como antigamente, mas cabe a nós, tanto os que viveram a época, como aqueles que admiram, manter vivo as lembranças naquilo que no resta, uma comunidade social na internet. Sem deixar de fazer música, para aqueles que ainda sonham com o sucesso ou apenas tocam por amor ao rock.
Isso é a nostalgia, que qualquer um pode ter e que descreve uma sensação de saudades de um tempo vivido, frequentemente idealizado, irreal e sempre surge a partir também, da sensação de não poder reviver mais certos momentos da vida.
O interessante sobre a nostalgia é que ela aumenta ao entrar em contato com sua causa e não diminui como o sentimento da saudade, por exemplo: se alguém sente saudade ou falta de um conhecido, esse sentimento cessa ao se reencontrar a pessoa, com a nostalgia é exatamente o oposto. Digo, pois, reencontrei amigos, músicos, numa comunidade na rede social, da época em que dividiamos o palco, tocando diante de um muro grafitado na antiga Toca do rock, ou no Olaria vídeo Bar, ou no Bog´s, Toa a Toa Pub, Bettu´s Bar, New-tons rock drink, Cultural Bar e outras casas que cediam espaço as bandas, poderem mostrar a cara do rock em São José do Rio Preto-SP e, esse sentimento nostálgico foi alimentado naquele instante.
O evento virtual se chama "Museu do Rock n roll de Rio Preto" e mobiliza músicos e amantes do rock que frequentaram casas do gênero entre os anos de 1987 e 2002, aonde os partipantes colaboram enviando fotos de bandas, flyers e outros arquivos guardado com carinho desse periodo.
Curioso é ver o amigo que hoje é professor, ou advogado, ou administrador, etc... Nas fotos, com uma guitarra ou outro instrumento em punho, magro, sem camisa, cabelos compridos, cheio de sonhos e esboçando todo prazer de tocar rock n roll, sem se importar se faria sucesso ou não e, também outros, que já passaram por várias bandas e mesmo tendo uma profissão, família, ainda insiste em manter a paixão viva, não pretendendo deixar a música tão cedo.
Tinha até uma emissora de rádio de baixa frequência, cujo Rodrigo Braida, Cleiton, Roger Mim, apresentavam programas, pondo pra tocar as músicas que as bandas enviavam.
Me recordo que naquela época existiam várias bandas e nenhuma ficava sem se apresentar, porém, nas casas de rock da época, o som rolava toda sexta e sábado, com a média de 4 ou 5 bandas por noite, aonde várias tribos, independente dos estilos das bandas a tocar no dia, se reuniam, pra se encontrarem, se divertirem, falar de música e etc. Todos eventualmente se conheciam, se respeitavam e iam juntos aos movimentos de música, muitas as vezes a pé, caminhando até o show, com o bag de guitarra nas costas e o bolso cheio de fitas demo, gravado em K7, bebendo vinho, licor de menta, fumando e engolindo poeira, na estrada de terra que dava acesso a toca do rock, a distância era de menos para esse pessoal todo.
Percebo que atualmente, as bandas não tem a mesma união, a mesma garra como antigamente, mas cabe a nós, tanto os que viveram a época, como aqueles que admiram, manter vivo as lembranças naquilo que no resta, uma comunidade social na internet. Sem deixar de fazer música, para aqueles que ainda sonham com o sucesso ou apenas tocam por amor ao rock.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Na festa do peão eu torço pro touro
O homem esta interligado e correlacionado ao esporte desde os primatas, quando fugiam dos animais, lutavam por áreas e regiões, disputando dominios no ínicio das coletividades. Acredita-se que depois da alimentação, a mais antiga atividade humana é o esporte.
Mas a prática desportiva teve o ínicio remoto, onde egípicios, babilônios, assírios e hebreus praticavam luta corpo a corpo ou com espadas, jogos de bola, natação, acrobacia e dança a 2.700 A.C.
Esse é um breve resumo do que se define o esporte, que além de trazer benefícios a saúde une nações e povos em nome da paz.
Mas a 200 anos atrás mais ou menos, alguns cowboys das pradarias do interior do Texas, Estados Unidos, que exercícia o domínio sobre os animais através de seu vigor físico, afim de domestica-los para o seus usufrutos, ousaram-se e puseram-se a montar em touros, em busca de desafios maiores e superar-se diante de um animal mais pesado.
Nascia dalí o rodeio, que foi incluso ao esporte, mas fugia da ideologia saudavel da mesma. Digo isso, pois no decorrer dos tempos, nota-se que esse esporte de gosto duvidoso, se delicia de um prazer sádico, aonde vários indivíduos, aguçam o stress e a raiva do animal, fazendo-o pular com o peão em cima.
O futebol por exemplo: é um esporte, cujo, 11 contra 11, disputam uma partida aonde vence o time que fizer mais gol no outro, aonde há uma grande queima de calorias, estimulando a circulação sanguínea, os batimentos cardíacos e o único a ser mau tratado em campo é a bola, que por sua vez não tem vida.
E no rodeio? Que benefício traz o esporte (que eu não considero esporte) além do financeiro? E quem é o mau tratatado? Por acaso isso é um esporte?
Imagina se a moda pega, pois dai teremos leões, tigres, serpentes, sendo maus tratados em troca de estúpidas exibições de domínios do homem contra o animal. Uma bela exibição é a da inteligência além da força física, usada em um driblê no futebol, em uma cesta de 3 pontos no basquete, de um ponto de saque no vôlei e etc.
Infelizmente são 1.200 festas de rodeio realizadas no Brasil ao longo do ano, movimentando valores superiores aos conquistados nos grandes campeonatos de futebol nacional (que nos favorece um grande espetáculo de verdade), tendo destaques as festas de rodeio de Barretos-SP, Jaguariúna-SP e Americana-SP.
O mais curioso é que estes cidadãos, trazem por baixo do chapéu, uma imagem de Nossa Senhora. Como é que eles associam religião, que prega sempre o bem, com a maldade que exerce sobre touros e cavalos?
Ainda somos a minoria, diante dessa população que apoia e frequenta rodeios no país, tendo um índice enorme dos que desconhecem os mautratos no brete, antes do animal ser montado, mas é conscientizando estes, que aos poucos vamos abrindo os olhos das pessoas, assim como fez o coletivo V.I.D.A (Veículo de Intervenção pelo Direito Animal) publicando um vídeo no youtube, onde é flagrado a tortura de touros nos rodeios de Tarumã - SP e Assis-SP.
O ministério Público do estado de São Paulo iniciou processo de execução de multa a esses dois municipios por maus tratos de animais estipulado em R$200.000,00.
Com a palavra: Danilo Gentili
http://www.jornaldeassis.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=9057&Itemid=52
terça-feira, 22 de março de 2011
Ilusão de ótica
A gente vive se enganando. Basta bater o olho e formar em frações de segundo, um estereótipo equivocado de tais coisas dentro de nossa mente, sobre pessoas, lugares, cheiros, vestuários, músicas e etc, até então você ter paciência pra conhecer tudo isso melhor e assim mudar de opinião. Quem nunca foi vítima disso? Quem nunca cumprimentou alguém do outro lado da rua, achando que era uma pessoa e quando esse alguém vira, você vê que é outra? E aonde enfiar a cara nessas horas? Tudo bem, acontece.
Assim como também nossa ilusão de ótica nos engana. Tem gente que olha pro céu, ve um avião a voar, distante com seus faróis externos e cre que aquilo, é um Ovni, chamando os amigos pra compartilhar a visão tão rara ou ficando em silêncio, pra não acharem que é maluco. Fora os espíritos imaginários, que rondam nosso quarto durante a noite, na hora de dormir, muitas vezes influenciados por filmes ou desenhos animados.
Certa vez, escutei um ruído baixo, tipo um assobio agudo, que vinha de longe e ao mesmo tempo tão próximo, abafado, que se interrompia e voltava várias vezes, similar a de um rato, que se escondera dentro de um armário ou pote de mantimento. Logo passei a procurar o pequeno roedor, convicto, pra assim espanta-lo e proteger minha casa das doenças que ele transmite, pois, seria só espanta-lo, não tenho coragem de matar nenhum ser vivo.
Abria as portas dos armários uma a uma, os potes de mantimentos também, até, por fim, descobrir a fonte daonde nascia o ruído, que nada mais era, uma garrafa de café mal fechada, cujo o ar de dentro da garrafa saia pela estreita fresta da tampa, emitindo o som. A garrafa de café me fez de bobo, achou engraçado não é? Mas vou lhe contar uma estória pior do que essa.
Era uma família formada por pai, mãe, filho adolescente e um cachorro e, toda cada que tem cachorro, esta sujeita a ter carrapatos, por mais limpos que eles sejam.
É que esses mamíferos quadrúpedes e peludos, quando saem pra passear, se esfregam nas moitas que nascem nas calçadas, nas mesmas moitas que outros cachorros também se esfregam, transmitindo carrapato de um para outro.
O pai ao chegar em casa, viu de imediato no chão um carrapato, chutando-o pra que ele virasse e tivesse certeza de que era mesmo, através das patas. A mãe chegou depois e tentou varre-lo, que insistia em ficar grudado no piso da sala. Logo chegou o filho adolescente, que por espanto, descolou do chão, pegou na mão aos olhares de nojo do pai e da mãe e gritou: "Não é carrapato e sim uma semente de melancia!"
Brincadeira não é!?
Assim como também nossa ilusão de ótica nos engana. Tem gente que olha pro céu, ve um avião a voar, distante com seus faróis externos e cre que aquilo, é um Ovni, chamando os amigos pra compartilhar a visão tão rara ou ficando em silêncio, pra não acharem que é maluco. Fora os espíritos imaginários, que rondam nosso quarto durante a noite, na hora de dormir, muitas vezes influenciados por filmes ou desenhos animados.
Certa vez, escutei um ruído baixo, tipo um assobio agudo, que vinha de longe e ao mesmo tempo tão próximo, abafado, que se interrompia e voltava várias vezes, similar a de um rato, que se escondera dentro de um armário ou pote de mantimento. Logo passei a procurar o pequeno roedor, convicto, pra assim espanta-lo e proteger minha casa das doenças que ele transmite, pois, seria só espanta-lo, não tenho coragem de matar nenhum ser vivo.
Abria as portas dos armários uma a uma, os potes de mantimentos também, até, por fim, descobrir a fonte daonde nascia o ruído, que nada mais era, uma garrafa de café mal fechada, cujo o ar de dentro da garrafa saia pela estreita fresta da tampa, emitindo o som. A garrafa de café me fez de bobo, achou engraçado não é? Mas vou lhe contar uma estória pior do que essa.
Era uma família formada por pai, mãe, filho adolescente e um cachorro e, toda cada que tem cachorro, esta sujeita a ter carrapatos, por mais limpos que eles sejam.
É que esses mamíferos quadrúpedes e peludos, quando saem pra passear, se esfregam nas moitas que nascem nas calçadas, nas mesmas moitas que outros cachorros também se esfregam, transmitindo carrapato de um para outro.
O pai ao chegar em casa, viu de imediato no chão um carrapato, chutando-o pra que ele virasse e tivesse certeza de que era mesmo, através das patas. A mãe chegou depois e tentou varre-lo, que insistia em ficar grudado no piso da sala. Logo chegou o filho adolescente, que por espanto, descolou do chão, pegou na mão aos olhares de nojo do pai e da mãe e gritou: "Não é carrapato e sim uma semente de melancia!"
Brincadeira não é!?
quinta-feira, 17 de março de 2011
O Brasil caminha em filas
São filas pra tudo. Pra comprar ingressos do clássico do futebol no domingo as 4, pra comprar ingressos da banda power pop que você tanto admira num poster atrás da porta, filas pra merenda, pra cantina, pra tomar a hóstia e receber a benção do padre, pra despedir dos parentes em dias de casa cheia, fila pro mercado,pro açougue, pra farmácia, fila pra pegar e senha e pra depois voltar pra fila denovo e assim ser consultado no médico, filas e filas de carros a espera de abrir o sinal e seguir em frente. É curioso o quanto o Brasil caminha em filas e foi numa dessas famosas filas brasileiras que presenciei de perto 3 grandes polêmicas.
Era uma terça-feria a tarde, quinto dia útil do mes e meu chefe me entregou em mãos uma pasta cheio de cheques e contas a pagar no banco. Assim que entrei no banco e passei pela porta giratória dei de cara com uma fila sinuosa que me aguardava, caminhei e esperei atrás do último que em seguida vieram outros atrás de mim também. UFAAA!! não sou mais o ultimo.
No banco tinha 3 caixas, 2 caixas comuns e um outro especial pra atender idosos, deficientes físicos, gestantes e mães com crianças no colo, mas que atendia normalmente outros clientes independente dessas carências toda. Uma senhora aparentando uns 65 anos vendo aquilo disse em alto e bom som: "Eu acho errado isso, um caixa especial pra idoso atender qualquer pessoa."
A senhora a caminhou até o caixa esboçando um sorriso de vencedora e no caminho ela cutucou um senhor de cabelos grisalhos e disse:"Vamos, vamos, a gente que é idoso temos exclusividade".O homem sem graça sorriu de lado e permaneceu em silêncio, mas a senhora persistiu:
"Vamos, vamos, a gente que é idoso temos exclusividade".O homem irritado disse:
Era uma terça-feria a tarde, quinto dia útil do mes e meu chefe me entregou em mãos uma pasta cheio de cheques e contas a pagar no banco. Assim que entrei no banco e passei pela porta giratória dei de cara com uma fila sinuosa que me aguardava, caminhei e esperei atrás do último que em seguida vieram outros atrás de mim também. UFAAA!! não sou mais o ultimo.
No banco tinha 3 caixas, 2 caixas comuns e um outro especial pra atender idosos, deficientes físicos, gestantes e mães com crianças no colo, mas que atendia normalmente outros clientes independente dessas carências toda. Uma senhora aparentando uns 65 anos vendo aquilo disse em alto e bom som: "Eu acho errado isso, um caixa especial pra idoso atender qualquer pessoa."
Eis ai a primeira polêmica do dia: Em que situação o idoso deve reinvindicar seus direitos?
O homem que manipulava o caixa disse:"Sim a senhora tem razão, aguarde atrás dessa moça que depois dela eu te atendo"A senhora a caminhou até o caixa esboçando um sorriso de vencedora e no caminho ela cutucou um senhor de cabelos grisalhos e disse:"Vamos, vamos, a gente que é idoso temos exclusividade".O homem sem graça sorriu de lado e permaneceu em silêncio, mas a senhora persistiu:
"Vamos, vamos, a gente que é idoso temos exclusividade".O homem irritado disse:
"Eu tenho o cabelo branco mas não sou idoso, irei esperar na fila como os outros".
Eis a segunda polêmica do dia: A partir de quando me sentirei idoso?
Um outro rapaz indiganado exaltou-se e disse:
"Eu acho errado isso,o idoso tem direito de exclusividade no caixa, mas a gente esta cansado de trabalhar o dia todo no pesado enquanto muito deles atravessam a noite nos bailes da terceira idade cheios de energia pra dar".
Essa seria a terceira polêmica do dia: Quem será digno de tais direitos?
terça-feira, 15 de março de 2011
cronicas dele, porém minha, sua, nossa...
Eram gaivotas, que decolavam com os pés úmedecidos da relva, da planície verde brilhando sereno, em bando e em forma de "V", rumo ao Deus Tupã, de canto, borrado de giz de cera alaranjado. Observando uma casinha, com chaminé, um belo jardim em volta e um índio na varanda, sorrindo e exibindo frutos de uma bela pescaria. Assim como era qualquer criança sonhadora da época, no ritmo da Faber Castel, do Toquinho, diante de uma carteira escolar, papel sulfite branco, lápis de cor e com a mente em evolução a ponto de não caber mais na caixa craneana, abaixo de uma lâmpada encandescente e flutuante.
Hoje, são poesias, letras de música, contos e principalmente crônicas, manuscritas em folhas de papel pautado ou digitados em um computador antigo, tipo tartaruga, tipo empoeirado, desleixado, que são publicados em um jornal local.
São crônicas dele, pois fala do seu dia a dia, da sua rotina, da ida de casa ao trabalho, chutando pedrinhas que se soltam do asfalto quente, num dia de calor intenso. Crônicas que falam da sua volta do trabalho até sua casa, brincando de deslizar os dedos da mão nas grades, das casas, da sua visão diante de um lago, sentado em um banco qualquer.
São crônicas dele, porém minha também, pois me coloco no lugar dele, fazendo das suas palavras minha, me fazendo sonhar, chorar, sorrir, voar. Com ele eu me identifico e me prontifico a virar personagem de seus textos; seria um orgulho e um imenso prazer.
A sua arte tinha o poder sucção, puxando-nos pra dentro da sua mente, do seu mundo, do seu coração.
São crônicas dele, porém minha e sua. Contudo você me disse que se via, quando lia tudo que ele escrevia, em tal hora, em tal lugar, com as mesmas cores, cheiro e, copiou uma de suas poesias enviando-o para a sua amada, dizendo que eram palavras suas. Um roubo, discarado, disfarçado, mudando o titulo e com desenhos de corações em volta. Alguém, por favor, chame a polícia!
"Tudo bem", ele disse: "Se for pra fazer o bem, não tem problemas". Ele tinha um bom coração.
São crônicas dele, minha, sua e nossa. Digo nossa, pois estão em páginas de livros didáticos escolares, de gramática, pra ser interpretado, resumido, marcado, ilustrado como lição de casa e, no final de cada página esta escrito: Autor desconhecido, uma lástima.
Ele escrevia por si só, sem pretenção alguma, num diálogo consigo mesmo, sem saber destinguir contos de crônicas, que na qual vacilou e deixou vazar suas obras.
Nossas crônicas, porém além de estar em páginas de livros didáticos escolares, estão em páginas de jornal, blogs da internet, fotocopiado e colado em cabeceiras das camas ou do lado de dentro, das portas dos guarda-roupas.
Quem ser ele? quem ser eu? Você? Nós todos? E pra onde foram as gaivotas?
Hoje, são poesias, letras de música, contos e principalmente crônicas, manuscritas em folhas de papel pautado ou digitados em um computador antigo, tipo tartaruga, tipo empoeirado, desleixado, que são publicados em um jornal local.
São crônicas dele, pois fala do seu dia a dia, da sua rotina, da ida de casa ao trabalho, chutando pedrinhas que se soltam do asfalto quente, num dia de calor intenso. Crônicas que falam da sua volta do trabalho até sua casa, brincando de deslizar os dedos da mão nas grades, das casas, da sua visão diante de um lago, sentado em um banco qualquer.
São crônicas dele, porém minha também, pois me coloco no lugar dele, fazendo das suas palavras minha, me fazendo sonhar, chorar, sorrir, voar. Com ele eu me identifico e me prontifico a virar personagem de seus textos; seria um orgulho e um imenso prazer.
A sua arte tinha o poder sucção, puxando-nos pra dentro da sua mente, do seu mundo, do seu coração.
São crônicas dele, porém minha e sua. Contudo você me disse que se via, quando lia tudo que ele escrevia, em tal hora, em tal lugar, com as mesmas cores, cheiro e, copiou uma de suas poesias enviando-o para a sua amada, dizendo que eram palavras suas. Um roubo, discarado, disfarçado, mudando o titulo e com desenhos de corações em volta. Alguém, por favor, chame a polícia!
"Tudo bem", ele disse: "Se for pra fazer o bem, não tem problemas". Ele tinha um bom coração.
São crônicas dele, minha, sua e nossa. Digo nossa, pois estão em páginas de livros didáticos escolares, de gramática, pra ser interpretado, resumido, marcado, ilustrado como lição de casa e, no final de cada página esta escrito: Autor desconhecido, uma lástima.
Ele escrevia por si só, sem pretenção alguma, num diálogo consigo mesmo, sem saber destinguir contos de crônicas, que na qual vacilou e deixou vazar suas obras.
Nossas crônicas, porém além de estar em páginas de livros didáticos escolares, estão em páginas de jornal, blogs da internet, fotocopiado e colado em cabeceiras das camas ou do lado de dentro, das portas dos guarda-roupas.
Quem ser ele? quem ser eu? Você? Nós todos? E pra onde foram as gaivotas?
sexta-feira, 11 de março de 2011
O que é o carnaval?
A rede social, por muitas vezes se torna um grande tambor de lixo virtual, cujo é lançado muitas coisas sem conteúdo dentro dele, coisas tais como: correntes de azar ou sorte, propagandas repetitivas, piadinhas de mal gosto, mas, movido a isso e vacinado contra esses envios, quase exclui um vídeo, que resolvi assistir um trecho antes. Me interessei, acabei vendo o vídeo por inteiro e quase bati palmas quando ele terminou, sozinho no meu quarto.
A mídia costuma enaltecer o carnaval, mostrando a massa, se divertindo, abrangindo a tal cultura nacional aos outros países, camuflando o lado negativo da manifestação, que por sinal engole o positivo de razões. Essa apresentadora, de uma filial da sbt da Paraíba, ao vivo, desabafou e foi a primeira a mostrar o que os demais não falam, embora faltou falar mais coisas, marcando um fato histórico televisivo, que já valeu a pena.
Descobri que esse vídeo, já virou um spam popular da internet e que muitos já viram, mas esse é um spam beneficiente em pról da cultura brasileira, mesmo sendo fraco em relação o poder da manifestação que na qual ele aborda. Anteriormente, nesse mesmo blog, tratei do assunto, de forma diferente, mas falei da falta de irresponsabilidade e do altos indices de inamdimplencia pós carnaval, num texto chamado; "No carnaval eu esqueço tudo". Essa publicação é uma acrescentação do meu texto.
Não era de se assustar que a apresentadora levasse muitas criticas, primeiro por ter muita gente grande por trás disso, segundo, pois mexe no bolso destes e terceiro é que a maioria esmagadora, gosta disso, é a paixão nacional, depois do futebol e bunda. Quem me dera também ler o ver, em rede nacional, algo igual a esse que a apresentadora fez, mas que fale também das festas de peões e dos mau tratos dos animais. Mas será difícil, assim como é falar do carnaval, pois gera milhões e milhões.
Mas, na mesma intensidade que ela recebe críticas, ela também recebe apoio, daqueles que compartilham da mesma visão, inclusive eu.
Olá Willian Boner, Bóris Casói, é a sua vez agora.
Prefiro não falar muito dessa vez e deixar que o vídeo fale por si só.
Assinar:
Postagens (Atom)


