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crônicas, contos e poesias
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domingo, 1 de maio de 2011

Mulher centopéia

Somos homens, que nascem mais que as mulheres, mas que também vivem menos, por descuido, por abuso de toxinas, álcool, bebida, por se envolver mais em acidentes tanto no trabalho, quanto no trânsito, fora que nós somos os maiores alvos de homicidas no país, índice do ultimo censo de 2010, mas, muitos de nós morremos sem entender bem o universo do sexo oposto, que vai da infância, passando por desilusões amorosas, TPMs, maternidade ao charme da maturidade.
Essas que buscam insaciavelmente sua posição econômica, social, independencia, sem perder a feminilidade, sem deixar os deveres de mãe, dona de casa, de setores, de empresas, que choram por quebrar sem querer uma unha e por fim suportam a dor de um parto normal.
Mulheres que se cuidam, que se gostam e que se sensualizam em fotos espalhadas em redes socias da web, presenteando namorados, maridos, noivos ou por pura vaidade.
Mulheres que usam o pseudonimos de plantas, frutas, carne, animais. Mulher melancia, mulher melão, mulher filé, mulher pêra, mulher morango e mulher centopéia. Mas Peraí! Mulher centopéia?
Sim, é aquela que mesmo tendo apenas 2 pés, usufruem de um maleiro repleto de sapatos, de todas as cores, tamanhos, saltos,  cada um pra combinar com um tipo de roupa, que elas separam e organizam cada uma do seu jeito.
Certa vez, uma amiga que mal saia de casa e quando sai esta sempre acompanhada, saiu cedo, pra andar átoa com seu carro e no caminho, se deparou com uma loja de sapatos, cujo a frente trazia uma faixa esticada e anunciando o percentual de desconto do mês. Ela me contou que resolveu entrar, só pra matar o tempo, uma vez que que estava de bobeira. Por fim, ela concluiu dizendo que provou 40 pares de sapatos e comprou três dos que provou. Poxa, é curioso, é como se fosse droga ou algo tão hipnótico quanto.
Também tem a mulher sheeva, mas essa é estória pra uma próxima crônica.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Viva o dia da igualdade humana

Lúcia Primaki, minha amiga e leitora, enviou aos seus amigos da rede social um cartão virtual, que comemorava o dia Internacional da mulher e me sugeriu um texto sobre a tal data comemorativa, pois daí pensei: não sei, sei lá, quem sabe, talvez. Porém já falei tanto e bem por sinal das mulheres em publicações anteriores e também, não sou muito a favor de dias especificos. Dia da mulher, dia do homem, dia da criança, dia do índio, são dias pra se comemorar todos os dias. Bom seria se tivessemos o dia da felicidade, o dia pra celebrar a vida, o dia da igualdade humana, o dia da compreensividade, o dia do perdão, o dia da ajuda comunitária, o dia do bem contra o mal, pra também comemorarmos todos os dias junto as demais datas já existentes.
Pena que muitas das datas festivas, criaram formas fantasiosas, nos iludindo através da publicidade, pra consumir presentes a ponto de esquecermos o que a data, por fim festeja.
Portanto, minha amiga me convenceu e vou falar  mais uma vez delas, mães, donas de casa, estudante, que acorda normalmente mais cedo do que o homem, toma seu banho matinal, se prepara pra enfrentar o trabalho, faz café, veste o filho, deixa o almoço pronto pra família toda, pega o ônibus lotado as 7:30 da manhã, depois passa suas oito horas diárias trabalhando, voltando pra casa no fim de tarde e, quando acha que acabou ela terá que enfrentar sua segunda jornada do dia, mas encara mesmo cansada com a tranquilidade que adquiriu a anos desde o início da sua maturidade.  Ao cheiro de sutian queimado, ao longo das décadas, vem conquistando o espaço de trabalho, recebendo um salário digno, liderando empresas e setores com respeito.
Então, parabéns mulher (não pelo dia) por tais conquistas.
 Mas peço pra que não me convença a falar deles, que sentam confortavelmente atrás de uma bancada, engravatados, sem elaborar uma lei rígida que as protejam de maus tratos. A lei Maria da Penha é interessante, mas ainda é pouco.
Digo, porém o índice de violência contra a mulher no Brasil estão cada vez maior e digo também porque, quem as representa também é uma mulher e presidente.
O primeiro passo já foi dado, que foi a conquista do espaço, ainda falta o segundo, que é a punidade, contra aqueles que a violentam, que as mantém como posse, como objeto, que as agridem verbalmente e moralmente, que lhe abusam sexualmente, que as discriminam e etc.
Como pode nos dias de hoje, cujo a civilização e a modernidade caminham em alta velocidade, ainda ver a mulher como ser inferior, a ponto de não aceitar que ela ganhe mais que o homem, a ponto de não aceitar a separação por parte dela, de não aceitar sua liberdade profissional e financeira e a partir disso agredi-la.Sei que não são todos, mas ainda há primitivos que agem assim.
Por isso eu digo, viva o dia da igualdade humana.