supercrônico

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crônicas, contos e poesias

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Forçando a barra

Ele é rico, trai a mulher, tem uma filha com a amante e depois adota a própria filha, casa o filho gay com uma prostituta por temer que seu meiosocial descubra essa opção do filho. Essa nora, cujo ele apresentou ao filho gay, casou grávida dele, ou seja, o jovem filho do seu filho, cresceu achando que era neto mas na verdade era filho também, sendo assim ele é irmão do pai que não é pai. Ainda casado, traiu a mulher pela terceira vez (com a hipótese de ter tido uma uma quarta) com a secretária, flagrado pela esposa na cama que a perdoou, sendo essa secretária irmã da filha adotiva que teve com a amante. Confuso não é? Imagina na cabeça do telespectador. Mesmo sendo um noveleiro assíduo e um admirador dos atores globais, acho que o núcleo do Doutor César, Pilar, Félix, Paloma e outros esta forçando a barra demais. Sei que são retratos da realidade e que alguns telespectadores se veem em cada personagem da trama,que busca o objetivo de mostrar como resolver cada situação da vida moderna na reviravolta que só vemos no fim da novela, mas nos causa estranheza quando a gente se põe no lugar de alguns personagens. Por exemplo: Um neto que não é neto, é filho. E como é olhar pra nora, mãe do neto que não é neto e pensar: “Eu transava com ela”. Depois descobrir que a atual amante (secretária) é irmã da própria filha. Bem, só torcemos que a mensagem dessa história toda de Walcyr Carrasco se desenrole e seja positiva sem deseducar ou confundir as crianças que a assistem.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O Funk de mentira e o Funk de verdade



São carros esportivos, são carros rebaixados, são carros velhos, são carros luxuosos, de várias cores, de vários tipos diferentes de potências de motores, de designs, mas nenhum tem chamado tanta atenção quanto aos carros
sonoros, aos minis carro-elétricos, que desfilam subindo e descendo contaminando nossos ouvidos com a sua poluição sonora, pois nota-se que quanto mais alto é o som do carro pior é o gosto musical do motorista e cada vez mais tem piorado depois que esse tal de Funk se tornou moda entre os jovens dessa nova geração.
Diante de tanto sucesso desse estilo musical e sem saber o que era realmente, perguntei a uma adolescente dessas que vive nos ônibus coletivos com um fone de ouvido na orelha e plugado num celular, sobre o que era o funk. Ela me respondeu educadamente que existia 3 tipos de funk: "O funk carioca, o paulista e o Melody".
O funk carioca é o que prega a promiscuidade, o sexo fácil sem compromisso, ao sexo precoce de meninas menores de idade, ao machismo, ao adultério e tratando as mulheres como um objeto sexual, cantado até por elas mesmos, por exemplo:


"Bate, bate, bate, bate 
Com o peru na minha cara

Bate, bate, bate, bate
Essa é a minha tara."



E que o Funk Paulista prega a ostentação por bens materiais, por grifes, objetos de luxo, ostentando também a possessão de mulheres bonitas, status e festas, por exemplo:

"Ostentação fora do normal quem tem motor faz amor
Quem não tem passa mal."

E por fim o Funk Melody, sendo ele o melhor dos piores, que simplesmente mantém o ritmo dos outros (Paulista e Carioca) mas com um conteúdo romântico, sem sacanagem ou ostentação.
Agradeci a adolescente pela informação mas disse a ela que essa geração não sabe, que só existe dois tipos de Funk, que é o funk de mentira, ou seja esses todos que citei acima e o Funk de verdade:

O Funk (original) é um gênero musical que se originou nos Estados Unidos na segunda metade da década

de 1960, quando músicos afro-americanos misturando soul, jazz e rhythm and blues criaram uma nova forma  de música rítmica e dançante.
Os pioneiros desse gênero são: James Brown, Sharon Jones, Sly & The Family Stone, Funkadelic, The Commodores, Wind and Fire, The Brothers Jhonsons  e tendo destaque também na voz de Amy Whine House.
No Brasil bandas como: Elephunk, Funk como le gusta, Banda Black Rio e os ícones, Wilson Simonal, Gerson King Combo e Tim Maia  que fizeram história nos bailes dos anos 70.







quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O repertório de Seu Armando

Ele tem mania de cantar toda vez que exerce qualquer ato simples do seu dia-dia. Ele canta quando toma banho, canta quando faz a barba, canta enquanto se troca, canta quando dirige, quando bebe uma gelada com os amigos ou enquanto aguarda por alguém. Gostar de cantar nem sempre quer dizer saber cantar, mas ele canta pra relaxar das horas tensas de trabalho ou pra acelerar os minutos de espera por qualquer coisa e o seu repertório consiste em canções tais como;

"Comer Tatu é bom, pena que da dor nas costas..."

E ás vezes também canta:

"Hoje a Jurupoca vai piar, vai, vai piar a noite inteira...

Ele vira uma criança quando cantarola os sucessos que lhe marcaram a vida, do brega ao moderno, sem deixar de falar da música:

"O mundo não acaba aquí, o mundo ainda esta de pé..."

Me lembro que quando eu era criança e ele cantava assim antes de viajar, já com a mala cheia de roupas em punho, de bigode preto vistoso, perfumado e o cabelo penteado com TRIM, sempre com as unhas de cada dedo mindinho por cortar:

"Tchau pititico, tchau, tchau, cuida bem da mamãe pra mim..."

Na mala carregava uma calça, camisetas, um par de chinelo de dedo, pente fino de bolso e um frasco de talco em pó GRANADO e quando voltava da mesma viagem ou outras cantava:

"As andorinhas voltaram e eu também voltei..."

E eu ria dele quando cantava;

"Ai, ai, ai, carrapato também cai, tropicou no pé da mãe, foi parar no pé do pai.

E era sempre assim, começava a cantar e não dava continuidade a mesma música, cantando apenas o trecho da letra que sabia da música, sendo esse um pequeno resumo do seu vasto repertório, sempre do jeito dele, desafinado, porém animado, dançando desengonçado e voltando novamente pro início do mesmo trecho e quando não sabia a letra ele apenas assobiava a melodia, mexendo os dedinhos erguidos e a cabeça também, pois lembro me também, não faz muito tempo ele me virou e disse que tinha feito uma canção e essa canção era:

"Benzin, benzin, o que se qué com o benzin, o que se qué com o benzin..."

Pô, já pensou se a moda pega... Quem me dera poder herdar esse dom também...Hahahahahaha!!!!


sábado, 17 de novembro de 2012

Pelos pêlos



Os pêlos humanos me deixam um tanto pasmo, digo pois se você pegar qualquer um de qualquer parte do corpo e medir, você verá que ele tem um tamanho e se você medi-lo novamente daqui um mês ou depois ele continuará com o mesmo tamanho caso você não corte-o, ou seja, ele fica no mesmo lugar e com a mesma medida, mas se você cortá-lo logo ele crescerá e voltará ao mesmo tamanho, parece bobo, mas eu particularmente acho isso muito curioso, é como se fosse uma árvore que crescesse até um certo tamanho permanecendo assim por anos e toda vez que você cortá-la ao invés de ficar pequena e no tamanho do corte, ela crescerá e voltará ao mesmo tamanho de antes, nem mais, nem menos.
 Pêlos estes que são curtos, que são longos, que são descoloridos, que são raspados, que crescem tipo Tony Ramos ou no "Caminho da felicidade", que quase não tem utilidade, porém nasce em lugares inusitados tipo: axilas, orelhas, nariz, nádegas, região pubiana e até no... deixa pra lá, mas registram tais sensações como o medo, vergonha e excitação quando se arrepiam.
Mas não me esqueço quando trabalhava de balconista em uma rede de fast food e um senhor encostou no balcão e me fez um pedido, perguntei umas 2 ou 3 vezes o que ele queria por não entender e ele me respondia pacientemente toda vez que eu a perguntava.
É que eu não conseguia prestar atenção no que ele falava, pois os pêlos do nariz dele me chamava mais atenção do que qualquer outra coisa no momento. Nunca fui de reparar nessas coisas mas aquele dia foi inevitável, era uma força maior que eu e incontrolável.
Eles saiám grizalhos pra fora como pontas de pincéis em cada narina, abrindo e fechando como um balé cinzento toda vez que ele respirava pingando ranho úmido, e outros pêlos surgiam do lado de fora do nariz seguindo a linha externa da cartilagem e emendando  com os que saiam das cavidades nasais, como uma obra de arte abstrata e contemporânea. Me deu vontade de perguntá-lo o porque não cortava aquele estranho cultivo, talvez ele me responderia que era por falta de tempo, ou por falta de disposição, ou porque sentia dor ao podá-los, ou por amor a eles, ou revolta por ter sido deixado por um grande amor do passado, ou por ser um manifesto artístico ou político, ou por querer chamar atenção uma vez que era um homem carente, ou por ser uma nova tendência de moda que até então eu não conhecia. Enfim, os motivos eram muitos.
A língua e o céu da boca coçou parar perguntá-lo e assim matar minha curiosidade e quando abri a boca eu disse: "Logo seu lanche ficará pronto, pode aguardar em uma das mesas".

domingo, 11 de novembro de 2012

De volta ao passado recente



Uma das coisas que eu mais gosto é de dormir depois de um bom almoço, principalmente nos dias de domingo enquanto cai aquela chuva fina lá fora fazendo o dia ficar mais frio, e só acordar pra então assistir o jogo do meu time de coração, ruim é quando se dorme demais e ao chegar noite, quando for a hora de dormir mesmo e a gente perde o sono, e foi num dia desse em que liguei o PC na espera do mesmo, "pra enfim cair nos braços de Morfeu" que acessei a internet e a minha rede social, que reencontrei um amigo de infância que também se queixava por estar sem sono.
Durante a conversa, ríamos da época em que morávamos na mesma rua, dos apelidos constrangedores, das primeiras tentativas de se conquistar uma garota, das paixões não correspondidas, das brincadeiras, de soltar pipa, jogar "betcha", biroca, futebol na rua, cujo o gol era um par de chinelos.
Também lembramos de quando apertávamos a campainha dos vizinhos e saiamos correndo, das vidraças que quebrávamos  das brigas desnecessárias e da febre dos mobileteiros que circulavam em massa nas avenidas da cidade. Naquela época não existia internet, celular e toda essa parafernália que a tecnologia nos oferece e nos divertíamos ao nosso modo, ao contrário das crianças de hoje em dia que são dependentes disso tudo.
 O papo que se prolongou por horas da madrugada mas o sono não vinha, me remetendo a um passado que parece recente e que ao avaliar já faz muito tempo, estando ele fresco nas nossas memórias dando a sensação de tudo aquilo ter acontecido a pouco tempo.
No meio da conversa ele me perguntou o que eu mudaria na minha vida caso eu tivesse a oportunidade de voltar naquele tempo, pensei comigo e sem responde-lo disse a mim mesmo que eu, nesse caso, reclamaria menos daquela vida sem compromisso, de acordar tarde, só brincando, estudando e sem contas para pagar, pois eramos felizes e não sabia. Reclamaria menos da escola e daria mais atenção a essa, nos professores e nas aulas chatas de matemática, porém, mais chato que as aulas de matemática é saber que na vida adulta dela e de outras ciências a gente não aprendeu nada e por isso nos faz falta em tais situações da vida contemporânea.
Daria também mais valor a família e aos bons amigos que não vejo mais, que na qual sinto saudades e torço pra que eu cruze com um desses pelas ruas, pra dar um abraço, falando um para o outro como esta a vida atual de cada.
Mas pensei... Pensei... E dei a ele uma resposta diferente, dizendo que "evitaria situações que me coloca na posição que na qual me encontro", de um passado esse bem recente.
Não sei se ele entendeu, mas o papo se prolongou por mais umas horas e nos despedimos assim que o sono chegou.

domingo, 21 de outubro de 2012

Voar, voando



As crianças são dotadas de sonhos e fantasias, muitas vezes absurdas indo além da realidade, alimentadas pelas suas imaginações férteis e criativas. Uma dessas fantasias de criança é o desejo de voar e eu não vou negar que compartilhava dessa, subindo em plataformas elevadas, saltando e batendo os braços como se fosse um pássaro tentando, voar no céu vendo a Terra lá do alto, as casas e os prédios pequenos tipo caixas de remédio e as pessoas como se fossem formigas. Oras subia de volta a plataforma e saltava com os dois braços esticados, intercalando com outras maneiras de tentativas de voô, influenciado por heróis de filmes de ação, mas a força da gravidade me puxava logo em seguida pro chão e para a realidade. Pois, bastou amadurecer para entender que esse era um dom natural dado as aves, aos pássaros, insetos ou à máquinas com artifícios mecânicos e elétricos feitos para a locomoção aérea.
Mas esse sonho voltou à tona por esses dias, despertando novamente o mesmo desejo de voar da infância, para voar do meu quarto ao banheiro, da sala a cozinha e outros cômodos do meu apartamento. Isso tudo porquê o vizinho do 12, apartamento que fica debaixo do meu, se incomoda com o som dos meus passos, que na qual ele ouve do quarto dele enquanto eu caminho, porém, que ele saiba bem que tais ruídos que possam incomodá-lo e a outros vizinhos, tipo, televisão, rádio, eletrodomésticos e outros, eu evito á partir de certo horário, mas de caminhar não dá, a não ser que a tecnologia desenvolva para condomínios um start antigravitacional, tipo um botão interruptor igual ao de acender a luz, cujo você aperte e você flutue, como os das naves espaciais da Nasa, para se locomover dentro do apartamento sem tocar os pés no chão.
Mas é impossível e cabe a ele deitar , esticar o corpo se relaxando no conforto do seu colchão, esticando-se, fechando os olhos, respirando e se desligando do mundo, enquanto eu, um reles ser humano que não voa e nem flutua,  ver da janela os pássaros, esses, que por sua vez sabem voar de verdade.

sábado, 13 de outubro de 2012

... E a culpa é do técnico

O futebol é o esporte favorito dos brasileiros e de outros países admiradores do esporte, mas um grande percentual não entende nada de esquema tático, achando que é só colocar 11 jogadores de cada lado que um time joga conra  outro independente da posição, uma vez que é só alguém acertar o gol chutando a bola pra marcar pontos e quem marcar mais pontos é o vencedor, e não é bem assim.
No futebol existe várias funções designadas a cada jogador dentro de um time, que pode ser de defesa, ataque e armação. O técnico por sua vez, enxerga o seu time como se enxergasse um tabuleiro de xadrez, por cima, cujo a peça a mexer pode deixar o jogo ofensivo, defensivo, criativo e assim por diante, fazendo com que essa peça que foi mexida possa mudar o resultado, tornando o time vencedor da partida ou até mantê-lo caso já esteja vencendo.
Mas vejo em algumas partidas de times nacionais e até da Seleção brasileira de futebol, o técnico do time que esta perdendo ser chamado de burro e dalí uns dias ser demitido, criticado pela torcida e pela grande mídia, acusado de não ter feito algumas alterações, ou que as alterações feitas na partida não foram sucessivas. Mas eu parto da seguinte opinião; de quem marca o gol não é o técnico, de quem tira a bola do adversário, quem cabeceia, quem lança, quem dribla, também não é o técnico e sim o jogador, pois o time não depende só do esquema tático e sim da força de vontade do jogador e de um bom elenco, pois um time pode ter a melhor forma de jogar, mas se não vencer não adianta nada.